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As Bem-aventuranças

Via Lições Bíblicas CPAD

INTRODUÇÃO
I-A FELICIDADE DOS HUMILDES, DOS AFLITOS E DOS CALMOS
II-A FELICIDADE DOS FAMINTOS E SEDENTOS DE JUSTIÇA, DOS MISERICORDIOSOS E DOS PUROS
III-A FELICIDADE DOS PACIFICADORES, DOS PERSEGUIDOS E DOS CALUNIADORES
CONCLUSÃO



“As bem-aventuranças
Além de ser uma bênção ou pronunciamentos de bênçãos que o falante estende aos ouvintes que se qualificam, é também uma declaração da realidade ou essência daqueles que mostram a virtude mencionada no pronunciamento. As bem-aventuranças esboçam as atitudes do verdadeiro discípulo, aquele que aceitou as demandas do Reino de Deus em contraste com as atitudes do ‘homem do mundo’, e as apresentam como o melhor meio da vida não apenas na sua bondade intrínseca, mas também nos resultados.
1. Os pobres de espírito (Mt 5.3). A expressão ‘pobres de espírito’ tem muitos significados. As sugestões abundam: ser humildes, modestos ou miseráveis, carentes de bens materiais, visto que os indivíduos descritos são voluntariamente pobres em prol do Reino de Deus, ou ser destituídos de materialismo e ganância. A solução acha-se no entendimento hebraico da palavra ‘pobres’ (ptochos). As palavras do Antigo Testamento hebraico traduzidas por ‘pobres’ esclarecem a expressão. É a alusão a uma posição socioeconômica, mas também conoto dependência de outra pessoa que pode chamá-la para prestar contas de suas ações. Os ‘pobres de espírito’ são os que percebem que estão moral, espiritual e até fisicamente falidos sem a graça de Deus. Eles estão conscientes de que sempre necessitam de Deus.

2. Os que choram (Mt 5.4). Chorar é ter remorso pelos pecados e arrepender-se por eles, renunciá-los e abandoná-los. Requer nossa inteira confiança na misericórdia de Deus. Os que choram ‘serão consolados’. O consolo é o papel principal do Messias na restauração do povo, sua terra e o estabelecimento do Reino (Is 61).

3. Os mansos (Mt 5.5). Esta terceira bem-aventurança completa as primeiras duas e revela o segredo de vivenciar a ética do novo Reino. O que é mansidão? Mansidão é uma das palavras mais equivocadamente entendidas em nosso idioma. Nos dias do Novo Testamento o termo ‘manso’ tinha se tornado título que honra o Messias, talvez baseado na descrição de Moisés apresentada em Números 12.3. Mateus apresenta Moisés como o principal protótipo do Messias, que seria o novo e melhor Legislador. Jesus modela a mansidão muito claramente, não como fraqueza, mas semelhante a Moisés antes dEle, como poder sob controle.

4. “Fome e sede de Justiça (Mt 5.6). Este é um dos versículos mais importantes do Sermão do Monte. A condição fundamental para uma vida santa em todos os aspectos é ter ‘fome e sede de justiça’. Tal fome é vista em Moisés (Êx 33.13,18), em Davi (Sl 42.1,2) e no apóstolo Paulo (Fp 3.8-10). O estado espiritual do cristão toda a sua vida dependerá da sua fome e sede da presença de Deus, da Palavra de Deus, da comunhão com Cristo, da justiça e da volta do Senhor.

5. Os misericordiosos (Mt 5.7). Os ‘misericordiosos’ estão cheios de compaixão e dó para com os que sofrem por causa do pecado ou aflições. Os misericordiosos desejam minorar os sofrimentos, conduzindo os sofredores à graça de Deus por meio de Jesus Cristo. Sendo misericordioso para com os outros, eles ‘alcançarão misericórdia’.

6. Os limpos de coração (Mt 5.8). Os ‘limpos de coração’ são os que foram libertos do poder do pecado mediante a graça de Deus, e que agora se esforçam sem dolo para agradar e glorificar a Deus e serem parecidos com Ele.

7. Os pacificadores (Mt 5.9). Os ‘pacificadores’ são aqueles que se reconciliaram com Deus. Têm paz com Ele mediante a cruz. E agora se esforçam, mediante o seu testemunho e sua vida para levarem pessoas, inclusive seus inimigos, à paz com Deus”.

(Extraído de Comentário Bíblico Pentecostal. Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp 34-37. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, p 1392.)

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