Arminianos geralmente usam os termos 1) "livre-arbítrio para questões civis/naturais" [tomar uma Coca ou um suco de laranja sem gelo e sem açúçar, por exemplo] e 2) "livre-arbítrio para questões espirituais" [crer ou não em Cristo]. Tanto no ponto 1 como no ponto 2, o homem só pode fazer coisas boas se e somente se estiver habilitado pela graça de Deus: "a graça é o começo e o fim de todo o bem". Jesus diz: "sem mim, nada podeis fazer". Tiago diz que "todo dom perfeito vem do Alto" etc. Mesmo ímpios fazem boas coisas por causa da graça de Deus atuando neles, sem que eles saibam; se chegam a crer em Cristo, isso ainda mais se deve à graça de Deus que os iluminou, porque nenhum pecador tem fé salvífica dentro de si mesmo.
Ou seja, Deus não respeita o nosso livre-arbítrio, já que, à parte da graça, não temos livre-arbítrio nenhum. Todo arminiano concorda com isso. A resposta arminiana, inclusive, não é que Deus "respeita", mas que ELE LIBERTA O NOSSO ARBÍTRIO ESCRAVO DO PECADO. E, agora libertos, podemos responder [ou não] ao Seu chamado!
Dessa forma, o homem natural é tanto "morto em pecados" quanto "liberto pela graça". Se este homem, pela graça, crer em Cristo, nascerá de novo, receberá o Espírito Santo e passará a viver em novidade de vida, isto é, em santidade, mas sempre pela graça de Deus, porque o homem não tem forças para se santificar sozinho, por isso depende da graça, continuamente.
Via L. M.
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