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Lição 4 - Diga Não ao Ritmo de Vida Deste Mundo



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“Nas duas lições anteriores, os temas abordados foram, respectivamente, a preguiça — usar o tempo no minimum(do latim, que significa mínimo, ‘o menor de todos’) — e o ativismo — usar o tempo no maximus (do latim, que significa máximo, ‘o maior de todos’). Nesta lição, entretanto, observar-se-á o equilíbrio entre as duas condutas — o optimus (do latim, que significa ótimo, ‘o melhor de todos’), superlativo absoluto sintético de bom, muito bom, magnífico, excelente.

Esse desfrutar das riquezas do tempo com sabedoria (optimus) é algo realmente importante, e fará, no fim, toda a diferença, trazendo honra e alegria àqueles que se adequarem, que otimizarem o ritmo da vida segundo a vontade de Deus, aprendendo a navegar nas águas caudalosas da existência humana.

No cotidiano, as pessoas estão cumprindo tarefas sem entender a razão de assim o fazerem e, com isso, tornam-se pessoas cansadas e sem alegria. E se a pessoa não quiser fazer nada para mudar o quadro, ‘não haverá remédio’ para curar tal ferida. Isso se parece muito com as descrições feitas por Salomão quanto àqueles que se dão à preguiça — a ‘pobreza chegará de repente, como um ladrão, e a sua necessidade cairá sobre você de surpresa, como um bandido armado’ (Pv 6.11, NBV) — e ao ativismo — ‘... quem se apressa erra no caminho’ (Pv 19.2, NBV).
Uma Vida que Vale a Pena
A verdadeira riqueza
Todo o mundo quer ser rico, mas a verdadeira riqueza não será achada enquanto a pessoa estiver longe de Deus, a Suprema Riqueza. Conhecendo Deus, a pessoa deixará de buscar desenfreadamente os bens materiais, e começará a valorizar as coisas simples (que são as mais importantes), dando atenção aos pequenos detalhes, cultivando nobres propósitos no coração, e, sobretudo, desejando ser um instrumento do Senhor na terra. Isso fará da pessoa um milionário, em todos os aspectos, como disse C. S. Lewis: ‘Se você̂ aspirar ao céu, ganhará a terra ‘de lambuja’; se aspirar à terra, perderá ambos’.1 É com essa decisão vital de anelar as coisas mais importantes — as que agradam ao Senhor, o céu — que cada um terá o melhor de Deus nesta vida e na eternidade.

O triste, porém, é que não é fácil encontrar uma pessoa rica de verdade, não obstante existam muitos endinheirados. As pessoas mais ricas do mundo são aquelas que estão bem perto de Jesus todos os dias, que constroem um casamento sólido, amam a família e trabalham em algo que faça sentido para elas e para Deus.

Phil Callaway afirma, com razão, que “rico é o homem cuja mulher corre para seus braços, mesmo tendo as mãos vazias”.2 De fato, a real noção de ser rico passa impreterivelmente pela posse de coisas que não podem ser consumidas pela traça, ferrugem, nem podem ser roubadas, como o amor de alguém que está ao seu lado.

A atriz inglesa Judy Garland (1922-1969) foi, certa vez, chamada de lenda por um repórter, ao que ela retrucou: ‘Se sou uma lenda, como você diz, por que estou sozinha? Vou lhe dizer uma coisa: tudo bem ser uma lenda, desde que tenha por perto alguém que te ame’.3 Somente se vive uma vida que vale a pena se houver a descoberta do real significado da existência: Deus — a verdadeira riqueza.

Conclusão
Otimizar o ritmo da vida inclui, necessariamente, a dependência de Deus e dos semelhantes. Jesus, na noite em que foi traído, caminhou para o Getsêmani porque dependia de Deus, mas foi com três discípulos, porque precisava de apoio e oração dos seus amigos (Jo 17.21; 1 Jo 3.16).
*O subsídio da semana foi adaptado de ODILO, Reynaldo. Tempo Para Todas as Coisas:Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, pp. 45,47,48.

1 LEWIS, C. S. Cristianismo Puro e Simples. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 179.2 CALLAWAY, Phil. Bem Melhor que Dinheiro. São Paulo: Landscape, 2007, p. 9.
3 Ibid., p. 81.
Telma BuenoEditora responsável pela Revista Lições Bíblica Jovens

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